quarta-feira, 25 de maio de 2011

Câmara dos Deputados aprova projeto de mudança do Código Florestal

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira por 410 votos a favor, 63 contra e uma abstenção o polêmico projeto que altera o Código Florestal, proposto pelo relator e deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Agora o projeto segue para o Senado, onde o relator será o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC). Após passar pelo Senado, o texto segue para sanção ou veto - total ou parcialmente - da presidente Dilma.

Zé Cláudio Ribeiro e o seu amor pelas árvores

Luto


Até quando líderes ambientais terão que morrer na Amazônia? Desta vez as vítimas foram os líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva que morreram por denunciar o desmatamento ilegal no Pará.

Casal de extrativistas é assassinado no sudeste do Pará

Um casal de extrativistas, líderes do Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, foram assassinados na manhã desta terça-feira, 24, a 50 km do município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará, na comunidade de Maçaranduba. Maria do Espírito Santo da Silva e José Claudio Ribeiro da Silva eram nativos da região e integrantes do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), ONG fundada por Chico Mendes.

Matança de botos próximo a Manaus


Reportagem de Elaíze Farias e foto de Marcelo Cadilhe do jornal a Crítica. com desta terça-feira (24) denuncia a matança de botos nas proximidades de Manaus (AM). Até então, esta prática era mais comum na área do médio e do alto Solimões, no Amazonas. A carne do boto (tanto o cor de rosa ou vermelho quanto o cinza, também conhecido como tucuxi) não é comestível. Ela é utilizada como isca do peixe piracatinga, que no mercado consumidor local e nacional e no exterior recebe o nome de douradinha. Os orgãos ambientais prometeram ampliar a fiscalização para coibir o crime.

domingo, 22 de maio de 2011

Ibama chama agentes do Brasil todo para a Amazônia

A explosão no desmatamento na Amazônia fez o Ibama suspender todas as suas operações de fiscalização no país para concentrar esforços na contenção da derrubada.

O governo acredita que o pulo nos índices de desmate é resultado da perspectiva de afrouxamento da legislação com o novo Código Florestal.

A determinação do Ibama foi baixada na segunda-feira, num memorando às superintendências de todo o país.

O documento, obtido pela Folha, determina que todas as operações de fiscalização do PNAPA (o plano anual de operação do Ibama) que não tenham relação com o combate ao desmatamento na Amazônia sejam suspensas. Para 2011, o programa tinha 1.300 operações previstas.

“Não adianta combater o tráfico de animais, por exemplo, se o habitat deles foi para o saco”, diz o presidente do Ibama, Curt Trennepohl. “Foi a decisão mais lógica. Temos de estancar a hemorragia em Mato Grosso.”

Agentes dos Estados também estão sendo deslocados em massa para a Amazônia. Segundo Trennepohl, há cerca de 520 homens na região agora. O número deve crescer, já que só do Rio Grande do Sul, nesta semana, serão deslocados mais 60 agentes.

O governo foi surpreendido pela retomada da devastação, principalmente em Mato Grosso. Dados preliminares do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a serem divulgados na semana que vem, sugerem um repique sem precedentes desde o final de 2007, quando o governo baixou o embargo de crédito aos desmatadores (gênese da polêmica atual sobre o Código Florestal).

Pulo do gato – O diretor do Inpe, Gilberto Câmara, recusou-se a fornecer o dado, alegando que ele ainda está sob verificação. “O gato subiu no telhado. Falta ver o tamanho do pulo”.

A expectativa em relação à mudança no código, em discussão no plenário da Câmara, é considerada pela área ambiental do governo um dos principais fatores por trás da aceleração da derrubada.

Como já é tradição na Amazônia, o setor produtivo se antecipa a decisões do poder público e derruba a floresta.

Neste ano, em MT, o objetivo do desmatamento seria criar “áreas consolidadas” antes da aprovação do código para ganhar anistia.

Parlamentares ruralistas e entidades do setor têm vendido à base que o novo código permitiria a manutenção de áreas rurais consolidadas e abriria a possibilidade de consolidar o uso de áreas de preservação permanente.

A retomada do preço das commodities no mercado internacional e a anistia ao desmatamento concedida pela recém-aprovada lei de zoneamento do Estado também são apontadas como causas possíveis do repique.

Segundo Trennepohl, a devastação tem se concentrado na região produtora de grãos do Estado, e o desmate é sobretudo para agricultura. (Fonte: Ana Flor e Claudio Angelo/ Folha.com)

Ministra anuncia entrada do Exército na operação contra desmatamento

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, informou nesta quinta-feira (19) que o Exército entrará na operação de fiscalização contra o desmatamento.

A decisão foi anunciada depois da primeira reunião do “gabinete de crise”, criado em razão do aumento registrado na taxa de desmatamento em março e abril em Mato Grosso. Em março e abril, o estado teve 80% do total da devastação detectada na Amazônia Legal, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)

Marina Silva recebe prêmio de por atuação ambiental


A ex-senadora Marina Silva (PV-AC) foi eleita Personalidade do Ano na primeira edição do prêmio GreenBest – premiação voltada a iniciativas sustentáveis, produtos e projetos de consumo sustentáveis com abrangência nacional.

O prêmio é pioneiro no setor e permite a votação popular (via internet e as redes sociais) e de júri especializado. Marina foi escolhida como Personalidade do Ano nas duas categorias: voto popular e do júri. Os votos foram auditados pela Ernst & Young Terco.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Desmate tem elo com código, diz Ibama

A expectativa de anistia a desmatadores com a reforma do Código Florestal deu impulso às derrubadas ilegais na Amazônia, diz o Ibama. Somente em abril, mais de 19 mil hectares de áreas de desmatamento ilegal foram embargados pelo Ibama em Mato Grosso, Pará e Amazonas “quase quatro vezes o total desmatado no mesmo período de 2010.

No sul do Amazonas, grileiros e pecuaristas do Pará e Rondônia estão promovendo uma devastação sem precedentes, diz o Ibama.

Entre os meses de março e abril, o desmatamento no sul do Amazonas aumentou em 326% se comparado ao mesmo período de 2010. As multas chegam a R$ 7,2 milhões.

A reforma no Código Florestal prevê, por enquanto, anistia a crimes ambientais cometidos até 22 de julho de 2008. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária), disse à Folha que não há “a menor hipótese” de inclusão de desmatamentos posteriores a essa data. (Fonte: Folha.com)