segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Morre Wangari Maathai, prêmio Nobel da Paz e defensora do meio ambiente


"As árvores foram parte essencial de minha vida e me ensinaram muitas lições. Elas são símbolos vivos de paz e esperança. Uma árvore tem suas raízes no chão e, mesmo assim ergue-se para o céu. Ela nos diz que para ter qualquer aspiração, precisamos estar bem assentados e que, por mais alto que possamos chegar, é de nossas raízes que tiramos nossa base de sustentação" Wangari Maathai

A queniana Wangari Maathai foi uma dessas pessoas que veio ao mundo para fazer a diferença. Dedicou sua vida em favor do meio ambiente e dos direitos das mulheres. Por sua luta ganhou reconhecimento internacional. Wangari foi a primeira mulher africana a receber o Nobel da Paz em 2004, também foi a primeira a receber o título de doutorado na África Central e do Leste. Foi responsável pela criação do movimento denominado Cinturão Verde movimento de luta contra o desflorestamento criado em 1977.

A prêmio nobel da Paz nos deixou neste 25 de setembro de 2011 aos 71 anos vítima de câncer. Ela sempre será lembrada como uma batalhadora pelos direitos humanos e pelo meio ambiente. Acima uma das minhas citações favoritas da Wangari Maathai.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Assassinato de ambientalistas vira tema de documentário no Brasil



Em toda a Amazônia vários ambientalistas, líderes comunitários e agricultores estão ameaçados de morte ou foram brutalmente assassinados. Não podemos esquecer de nomes como Dorothy Stang, Adelino Ramos, Zé Cláudio e sua esposa Maria do Espírito Santo. De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT) de 1985 a 2010, 1.580 pessoas foram assassinadas no Brasil por causa de conflitos no campo.

Recentemente foi divulgado na imprensa que um dos principais líderes indígenas do Estado de Rondônia, Almir Narayamoga Suruí, está ameaçado de morte por madereiros ilegais e por isso foi incluído em um programa de proteção do governo federal. Almir e reconhecido e premiado internacionalmente por sua luta em defesa dos povos indígenas e das causas ambientais.

Tratando desta delicada temática o documentário "Ecos do Brasil" irá abordar os principais temas ambientais do país, entre eles, o assassinato de ambientalistas no interior do Brasil. Dirigido por Dener Giovanini tem estréia prevista para dezembro de 2011. Assistam uma prévia do documentário.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Maior parte da área desmatada da Amazônia foi transformada em pastos

De acordo com levantamento, feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mais de 60% da área já desmatada na Amazônia foram transformados em pastos. O estudo mapeou o uso das áreas desmatadas do bioma e mostrou o que foi feito com os 720 mil quilômetros quadrados de florestas derrubados até 2008 – uma área equivalente ao tamanho do Uruguai. A pecuária ocupa 62,1% de tudo o que foi desmatado no bioma, com pastos limpos,onde houve investimento para limpar e utilizar a área, mas também com pastagens degradadas ou abandonadas.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Campanha nacional "Floresta Faz a Diferença" contra a alteração do Código Florestal

O Comitê Paulista em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável em conjunto com outras entidades lançou a campanha nacional de mobilização contra o projeto de Lei de alteração do Código Florestal. A campanha se chama "Floresta faz a diferença" . O projeto de alteração do Código Florestala já foi provado na Câmara dos Deputados, de autoria do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB/SP), o PLC 30/2011 enfraquece as leis que protegem as florestas e outras áreas naturais no país e incentiva a ocupação de áreas de risco, como encostas de morros e margens de rios, abrindo espaço para mais tragédias em centros urbanos, como enchentes e deslizamentos de terra. Após a aprovação na Câmara, cabe agora ao Senado Federal a avaliação do Projeto. Um abaixo-assinado contra o projeto do Código Florestal está sendo realizado pela campanha. Participe e assine! www.florestafazadiferenca.org.br/assine/

Você também pode ajudar a campanha no twitter, divulgando a hashtag #Florestafazadiferença em conjunto com o link do abaixo-assinado. Eu apoio a campanha! Apoie você também!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Código Florestal poderá ser votado em setembro no senado

O líder do governo no senado, Romero Jucá (PMDB-RR), espera que a matéria esteja pronta para apreciação em plenário já em setembro. Para cumprir esse calendário, Jucá destacou que os relatores Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) e Jorge Viana (PT-AC) trabalham “em regime fechado e em plena carga” para colocar os pareceres em votação o mais rápido possível, sem prejudicar o andamento dos debates que acontecerão.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Queimadas na Amazônia



A temporada de queimadas na Amazônia começou e com ela também vem as desagradáveis consequências para o meio ambiente e para a saúde da população. Geralmente ocorre no período que vai de agosto a novembro. O uso do fogo constitui uma prática bastante enraizada na cultura dos agricultores e fazendeiros da Amazônia. Eles utilizam está técnica com o intuito de "limpar" o solo para o plantio, ou seja convertem florestas derrubadas ou a chamada capoeira em cinzas. Cinzas ricas em nutrientes que em um curto prazo aumentam a produtividade.

O uso massivo de queimadas para preparar o terreno para plantação pode ser devido ao alto custo que um proprietário teria em comprar maquinários e do elevado tempo para roçar um terreno. Apesar de ser um método barato as consequências são altas.

Entre os prejuízos ocasionados pelas queimadas podemos citar: a liberação de carbono para atmosfera, a qual contribui para o aquecimento global; a diminuição significativa da qualidade do ar pelas fumaças dos incêndios, provocando doenças respiratórias como bronquite e asma; fechamento de aeroportos; acidentes de trânsito ocasionados pela má visibilidade nas estradas; interrupção nas redes de energia, isto quando as queimadas atingem as centrais elétricas. A queima de uma área também pode ficar fora de controle e queimar o que não era desejado como florestas naturais.

A perca da biodiversidade a longo prazo é enorme na época das queimadas na Amazônia, pois atinge em grande proporção a fauna e a flora, além de provocar a erosão e a perda gradativa da fertilidade solo.

Pesquisas estão sendo realizadas na Amazônia em busca de alternativas ao uso do fogo na agricultura. Enquanto as pesquisas ainda caminham, o número de queimadas cresce. A fiscalização dos órgãos governamentais ainda é insuficiente para cobrir todos os focos de calor. Por isso muitos acabam cometendo o crime ambiental e ficando impunes. Para que a lei seja cumprida e preciso que ocorra a fiscalização e punição aliada também a uma conscientização por parte de quem comete a contravenção para que não volte a ocorrer.

Tirei estas fotos de queimada no municipio de Montenegro (RO), Brasil

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Espécies da flora amazônica ameaçadas de extinção

Ipomoea cavalcantei (Flor de Carajás)

Dicypellium caryophyllaceum
(Cravo-do-maranhão, paucravo, casca-preciosa)

Costus Fusiformis
foto: William Millikin

Bertholletia excelsa
(Castanheira, castanheira-dopará,castanheira-do-brasil)

Bursera Simaruba

Swietenia macrophylla
(Mogno, águano, caóba)

Aniba rosaeodora (Pau-rosa)

Amburana Cearensis var. acreana (Cerejeira, cumaru-de-cheiro,
imburana-de-cheiro)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama entende por espécies ameaçadas de extinção aquelas com alto risco de desaparecimento na natureza em futuro próximo, embasados em documentação científica. Acima estão algumas espécies da flora amazônica bem conhecidas e que estão ameaçadas e são protegidas por lei como e o caso da castanheira. Outro caso é o pau-cravo (Dicypellium caryophulatum) que está praticamente extinto no Brasil. Uma de suas populações deverá ser suprimida com a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Acima listo algumas espécies que correm o risco de extinção.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Em junho Amazônia perdeu 99 km2 de floresta

De acordo com o Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia (Imazon) em junho a Amazônia perdeu 99 quilômetros quadrados (km2) de floresta. O número representa uma redução de 42% em relação a junho de 2010, quando o desmatamento somou 172 km2. Por outro lado, o desmatamento acumulado no período de agosto de 2010 a junho de 2011, totalizou 1.534 km2, um aumento de 15% em relação ao período anterior (agosto de 2009 a junho de 2010) quando o desmatamento somou 1.334 quilômetros quadrados. As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 193 quilômetros quadrados em junho de 2011. Desse total, 44% ocorreu em Mato Grosso seguido pelo Pará (28%), Rondônia (21%), Amazonas (6%), e Acre (1%).

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cardeal-da-amazônia





Um agradecimento ao biólogo e futuro ornitólogo Glauko Correa que me ajudou a identificar o nome do cardeal-da-amazônia (Paroaria gularis) nas fotos que tirei em minha última viagem ao rio Mamoré, município de Guajará-Mirim (RO). O cardeal-da-amazônia é uma ave muito bonita, por ter sua cabeça vermelha muitas vezes é confundida com pica-pau. De acordo com o site Wiki Aves o Cardeal mede 16,5cm de comprimento, são territorialistas no período de reprodução. Faz um ninho de paredes finas, em forma de xícara, sobre a água, em áreas pantanosas. Põe de 2 a 3 ovos branco-esverdeados com manchas marrons e tem 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias. É comum em arbustos e áreas abertas à beira de rios e lagos, poças, igarapés e em gramados próximos a cursos d'água em áreas urbanas da Amazônia. Vive aos pares ou em pequenos grupos familiares, frequentemente voando baixo sobre a água ou pousado em troncos de árvores mortas. O cardeal pode ser encontrado em toda a Amazônia.