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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Cientistas defendem políticas ambientais e desenvolvimento para Amazônia

No mês em que é comemorado o Dia da Amazônia - em 5 de setembro - cientistas alertam sobre a falta de políticas ambientais e de projetos de desenvolvimento na região, onde vivem cerca de 30 milhões de pessoas, incluindo indígenas e ribeirinhos, que precisam de água potável e de educação. Eles consideram fundamental aumentar a produção de conhecimento do bioma, já que 70% das variedades botânicas são desconhecidas, assim como 98% dos insetos que precisam ser identificados via pesquisa científica. Isto é, parte considerável da maior biodiversidade do planeta ainda é desconhecida.

Consultado, o governo disse fazer sua parte. Conforme Trajano Augustus, coordenador do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) do Ministério do Meio Ambiente, foi implementado na região um ciclo virtuoso de recursos em unidades de conservação, por exemplo, cujos investimentos programados para o biênio 2012 e 2014 superam R$ 100 milhões. A cifra, segundo ele, é um dos maiores volumes de recursos já aplicados na Amazônia. Tais investimentos, avalia Augustus, surtem impactos diretos e indiretos e na população local que acaba se beneficiando das obras executadas.

O cientista Ennio Candotti, vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e diretor do Museu da Amazônia, defende investimentos em cursos de pós-graduação e em pesquisas científicas que podem auxiliar o desenvolvimento da região. Destacando que o Brasil usa o bioma amazônico, os potenciais hidrelétricos e os minérios para extrair riquezas e alavancar o desenvolvimento nacional, Candotti considera importante reconhecer que a Amazônia precisa de políticas científicas e de projetos para promover o próprio desenvolvimento.

"É preciso desenvolver políticas de recursos humanos para a pesquisa e a engenharia que gerem conhecimentos preocupados com o desenvolvimento da região", recomenda Candotti.

Com a mesma opinião, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&) do Pará, Alex Fiuza de Melo, defende a criação de projetos capazes de promover o desenvolvimento amazônico. Aliás, disse Melo, é necessário criar condições para estruturar os projetos de hidrelétricas na região, por exemplo, e beneficiar a população local.

A estimativa é de que existem mais de 100 projetos de usinas hidrelétricas para serem implementados na Amazônia, dentre grandes e pequenas centrais. O mais avançado no bioma, a hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, vem sendo alvo de protesto de movimentos sociais, de cientistas e indígenas contrários ao empreendimento.

Pressões internacionais - Ao atribuir a criação do Dia da Amazônia a pressões internacionais, o secretário de CT&I do Pará afirmou que essa comemoração busca "preservar" apenas a imagem do País, mas não a dos habitantes do bioma.

"O Brasil, por enquanto, não tem o direito de comemorar o Dia da Amazônia, pois nenhum projeto de desenvolvimento foi criado, até agora, nos moldes em que a região precisa", analisou Melo.

Custo elevado - Embora reconheça a carência de capital humano qualificado na Amazônia, o coordenador do Arpa disse que "o custo elevadíssimo" incidente sobre a produção do conhecimento inviabiliza esse tipo de investimento na região.

"Essa parte é a mais complicada, digamos a mais complexa, porque a produção de conhecimento na Amazônia é caríssima", disse e exemplificou: "Seriam necessários muitos recursos financeiros para saber como funciona a biodiversidade de uma unidade de conservação de um milhão de hectares".

Potencial - A Amazônia detém a maior biodiversidade do mundo e um dos patrimônios naturais mais valiosos da humanidade. Estudos recentes revelam que a região abriga pelo menos 40 mil espécies de plantas, 427 de mamíferos, 1,2 mil de aves, 378 de répteis, 427 de anfíbios e cerca de três mil espécies de peixes. Os rios amazonenses comportam cerca de 20% da água doce do mundo e a floresta constitui importante estoque de gases responsáveis pelo efeito estufa.

Com riquíssimo patrimônio genético, a Amazônia reúne 7 milhões de km2, dos quais 5,5 milhões são florestas, abrangendo o Norte do Brasil, o Sul da Venezuela e da Colômbia, e Norte do Peru e da Bolívia. A Amazônia Legal abrange os estados do Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará, Amapá, Mato Grosso e Tocantins e o Maranhão, parcialmente. Toda a extensão de terra da Amazônia representa 60% do território brasileiro.

Críticas às obras do PAC - Candotti - que participou de audiência sobre a Amazônia, no dia 28 de agosto, no Senado Federal, que reuniu especialistas e parlamentares - lembrou que a falta de atenção do governo às obras do Programa da Aceleração do Crescimento (PAC) para o desenvolvimento amazônico foi um dos principais assuntos discutidos no evento. Segundo o cientista, as obras do PAC, estimadas em R$ 200 bilhões, preveem projetos de infraestrutura, portos, transportes e ferrovias na Amazônia, mas em nenhum momento focam o desenvolvimento da região como recomenda o Plano Amazônia Sustentável (PAS), cujas diretrizes de investimentos no entanto, ainda não foram definidas.

A expectativa do governo é de que os dois programas, o PAC e o PAS, trabalhem em conjunto na Amazônia. Isso exigiria um diálogo aberto entre os dirigentes de ambos os programas, o que nunca ocorreu. "As políticas do PAC enxergam a Amazônia como uma colônia dentro do Brasil. Ou seja, como a fonte de energia, terra para semear soja, província mineral, mas não há registros de promover o conhecimento do maior patrimônio que ela abriga: a biodiversidade", analisa Candotti.

A audiência no Senado atendeu reivindicação de cientistas e do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação das Instituições de Ensino Superior - a Coordenação da Região Norte (Forprop) que busca o incentivo e o avanço da pesquisa e da pós-graduação na região.

Bolsa de estudo - Os idealizadores da audiência recomendaram a criação de uma bolsa de pesquisa (a exemplo das bolsas de produtividade em pesquisa no CNPq), de R$ 3 mil mensais, para a região atrair pesquisadores e jovens doutores.

Mesmo reconhecendo a importância da bolsa de estudos e dos incentivos financeiros, Candotti disse que essa "é uma medida necessária". Porém, ele a considera insuficiente para alavancar o desenvolvimento da Amazônia.

Políticas ambientais - Ao criticar a falta de políticas ambientais para o bioma, Candotti citou o fato de o novo Código Florestal ignorar a especificidade das florestas úmidas da Amazônia. "Desconsiderar as florestas alagadas da Amazônia é obrigar a natureza a se adaptar às leis de Brasília", destacou. Questionado, o coordenador do Arpa não quis comentar o impacto do Código Florestal no bioma. Fonte: Viviane Monteiro - Jornal da Ciência

terça-feira, 1 de maio de 2012

Veta, Dilma!

Hoje saiu um cartum no jornal El País sobre a mudança do Código Florestal. Nele o desenhista Ramón pede o que milhões de pessoas estão pedindo a presidente Dilma que vete o retrógrado Código Florestal aprovado pela Câmara. Compartilho com vocês.

domingo, 29 de abril de 2012

El Congreso de Brasil asesta un duro golpe a la preservación forestal

A solo unas semanas de la samblea de la ONU de la Tierra en Rio, el Congreso de Brasil infligó la noche del miércoles, una dura derrota ambiental al gobierno Dilma. Lo hizo con la reforma del Código Forestal, de 1965, que aprueba una amplia amnistía a los grandes terratenientes que hasta 2008 llevaron a cabo la deforestación de la Amazonia.Ahora a la Presidenta Dilma Rousseff se le presenta una papeleta difícil. Los ecologistas y la oposición le piden que vete la ley para no manchar la credibilidad del país en materia embientalista en Rio+20, en el que ella será la gran anfitriona y a la que acudirán jefes de Estado de los continentes para celebrar el 20 aniversario de la primera cumbre de la Tierra.

La batalla por el Código Forestal que ha durado años y que ha enfrentado al sector agroindustrial y a los ecologistas, es el resultado de una lucha de dos concepciones políticas: la de la defensa de la integridad de la selva amazónica contra el desarrollo agroindustrial de uno de los mayores productores de comida del mundo.

Con el nuevo código quedan amnistiadas las multas por deforestación anteriores a 2008, aunque los agricultores y ganaderos deberán reforestar un área similar o conservarla en otras partes de la selva. Brasil defiende que ha reducido la deforestación a niveles de hace 40 años.

Según Greenpeace, los cambios “arrojan una sombra oscura a la reputación de Brasil como lider global en la lucha contra la deforestación y el cambio climático”. La ONG apunta que el nuevo Código “compromete los acuerdos internacionales que firmó el expresidente Lula da Silva en 2009 en la Cumbre de Copenhague”.

Dilma, ya antes de su llegada a la Presidencia, tenía su corazón dividido entre la defensa del Medio Ambiente y su filosofía de que uno de los ejes del desarrollo del país es el crecimiento agroindustrial.

Los verdes denuncian que detrás de la reforma hay "una ofensiva de los especuladores de tierra y de los grandes latifundistas"

Ella no ignora que, a pesar de las críticas que recibe Brasil por la destrucción de la Amazonia, aún un 61% de su territorio sigue protegido por ley y solo un 27% está dedicado a la agricultura. El sector agroindustrial representa el 37% del empleo nacional y el 27% del PIB (producto interior bruto), así como el 37% de las exportaciones brasileñas y tiene mucho poder entre diputados y senadores procedentes de las regiones del interior.

Al mismo tiempo, Dilma no puede dejar de escuchar el clamor internacional que no dejará de ver la amnistía a los deforestadores de antaño, como una luz verde a los grandes terratenientes para seguir robando espacio a los bosques de la Amazonia a favor de sus negocios.

Actualmente, el Rainbow Warrior, el buque emblema de Greenpeace, está en la Amazonia brasileña exponiendo los motivos de la deforestación y destacando las soluciones para el futuro. Greenpeace, junto con la sociedad civil brasileña, ha lanzado una campaña popular para conseguir una Ley de Deforestación Cero, como solución definitiva y permanente para la defensa de los bosques de la Amazonia que algunos desearían convertir en Patrimonio de la Humanidad al estar considerada como el gran pulmón de la Tierra donde corrre el 24% del agua potable del Planeta.

La aprobación en el Congreso, contra la voluntad de la Presidenta Dilma, del nuevo Código Forestal, ha sido debido a la fuerza que en él representa la llamada “lobby ruralista”, la del grupo de diputados ligados a los grandes terratenientes gracias a cuyos favores son siempre reelegidos.

Lo que pocos discuten es la amnistía a los miles de pequeños agricultores que no tendrían posibilidad de pagar las multas ni de dejar sus tierras que son la única fuente de renta de sus familias y que al mismo tiempo suponen una importante contribución a la producción de alimentos y ganado del país.

Fonte: Jornal El País

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cardeal-da-amazônia





Um agradecimento ao biólogo e futuro ornitólogo Glauko Correa que me ajudou a identificar o nome do cardeal-da-amazônia (Paroaria gularis) nas fotos que tirei em minha última viagem ao rio Mamoré, município de Guajará-Mirim (RO). O cardeal-da-amazônia é uma ave muito bonita, por ter sua cabeça vermelha muitas vezes é confundida com pica-pau. De acordo com o site Wiki Aves o Cardeal mede 16,5cm de comprimento, são territorialistas no período de reprodução. Faz um ninho de paredes finas, em forma de xícara, sobre a água, em áreas pantanosas. Põe de 2 a 3 ovos branco-esverdeados com manchas marrons e tem 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias. É comum em arbustos e áreas abertas à beira de rios e lagos, poças, igarapés e em gramados próximos a cursos d'água em áreas urbanas da Amazônia. Vive aos pares ou em pequenos grupos familiares, frequentemente voando baixo sobre a água ou pousado em troncos de árvores mortas. O cardeal pode ser encontrado em toda a Amazônia.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Florestas são fonte de 200 mil famílias que vivem do extrativismo na Amazônia

As florestas são a fonte de pelo menos 200 mil famílias que vivem do extrativismo só na Amazônia. Entre os produtos oferecidos pela floresta estão o pescado, a castanha, óleos vegetais, fibras, açaí, pequenos artefatos de madeira e a borracha da seringueira. No Plano Brasil Sem Miséria, lançado pelo governo federal no começo do mês, está prevista a implantação do Bolsa Verde, um auxílio trimestral de R$ 300 para as famílias que contribuam para a conservação ambiental no ambiente em que moram e trabalham.

Apesar de ter o direito à terra reconhecido, comunidades quilombolas lutam pela titulação

A titulação do território ainda é a principal luta das milhares de comunidades remanescentes de quilombos em todo o Brasil. Estimativa da Comissão Pró-Índio de São Paulo aponta a existência de 3,5 mil comunidades no país – apenas 6% delas têm o título de suas terras. O Decreto 4.887 de 2003 assegura o direito à terra às comunidades que se autoidentificarem quilombolas.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Veja os deputados da região norte que disseram SIM a mudança do Código Florestal

RORAIMA
Berinho Bantim PSDB
Dr. Francisco Araújo PSL
Edio Lopes PMDB
Jhonatan de Jesus PRB
Paulo Cesar Quartiero DEM
Raul Lima PP

AMAPÁ
Davi Alcolumbre DEM
Evandro Milhomen PCdoB
Fátima Pelaes PMDB
Luiz Carlos PSDB
Vinicius Gurgel PRTB

PARÁ

André Dias PSDB
Beto Faro PT
Dudimar Paxiúba PSDB
Elcione Barbalho PMDB
Giovanni Queiroz PDT
José Priante PMDB
Josué Bengtson PTB
Lira Maia DEM
Lúcio Vale PR
Luiz Otávio PMDB
Miriquinho Batista PT
Wandenkolk Gonçalves PSDB
Wladimir Costa PMDB
Zé Geraldo PT
Zequinha Marinho PSC

AMAZONAS

Átila Lins PMDB
Carlos Souza PP
Henrique Oliveira PR
Pauderney Avelino DEM
Rebecca Garcia PP
Sabino Castelo Branco PTB
Silas Câmara PSC

RONDÔNIA

Carlos Magno PP
Marinha Raupp PMDB
Mauro Nazif PSB
Moreira Mendes PPS
Natan Donadon PMDB
Nilton Capixaba PTB

ACRE

Antônia Lúcia PSC
Flaviano Melo PMDB
Gladson Cameli PP
Marcio Bittar PSDB
Perpétua Almeida PCdoB
Taumaturgo Lima PT

TOCANTINS

Ângelo Agnolin PDT
César Halum PPS
Irajá Abreu DEM
Júnior Coimbra PMDB
Laurez Moreira PSB
Lázaro Botelho PP
Professora Dorinha Seabra Rezende DEM

MATO GROSSO

Carlos Bezerra PMDB
Homero Pereira PR
Júlio Campos DEM
Neri Geller PP
Roberto Dorner PP
Ságuas Moraes PT
Valtenir Pereira PSB
Wellington Fagundes PR

A grande adesão dos deputados da região norte, do qual faz parte a Amazônia legal, ao novo código florestal é preocupante na medida em que renomados cientistas dizem que ele trará mais prejuízos do que benefícios ao meio ambiente.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Índios protestam contra construção de Belo Monte em Londres

Foi a materialização da expressão "para inglês ver": três índios (dois brasileiros e uma peruana) ficaram uma hora num frio de 4 ºC em plena City de Londres (centro financeiro da cidade) nesta quarta-feira cantando contra o governo brasileiro e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

"BNDES, que vergonha. Ajudar destruir a Amazônia" e "BNDES, que coisa feia. Coloque as usinas na geladeira", cantavam os índios e um grupo de cerca de 50 apoiadores.

A manifestação foi na frente do banco e pretendia chamar a atenção para os prejuízos que a construção de usinas nos rios Madeira e Xingu trará para as populações indígenas.

O mesmo grupo esteve antes em Oslo, Genebra, e em Paris, onde se encontraram com políticos e empresários.

Almir Suruí, líder dos suruís, de Rondônia, diz entender que a construção dessas das usinas é irreversível, mas afirma que mesmo assim é preciso protestar para que o governo tenha responsabilidade social e ambiental em projetos futuros.

Já Sheila Juruna, do Xingu, diz que é preciso desmascarar o governo brasileiro no exterior. "O Brasil vende uma imagem mentirosa para o mundo. O governo não respeita as populações indígenas, só está interessado em dinheiro e em satisfazer as empresas."

Sheila diz que seu povo está disposto a "lutar com o próprio corpo" contra as usinas.

A viagem dos índios foi bancada por ONGs, como a britânica Survival e a americana Amazon Watch.

O ato atraiu a atenção de alguns jornalistas, mas não dos ingleses que trabalham na região. Talvez porque os índios não estivessem com roupas exóticas. Portavam cocares de pena, mas o frio obrigava que estivessem de bota, casaco e luvas.

Depois do protesto, a ativista Bianca Jagger se uniu aos índios para entregar uma carta no BNDES. Não foram recebidos. Fonte: Folha Online

sábado, 22 de janeiro de 2011

Conservação Internacional lança publicação que coloca em xeque a necessidade da construção de Belo Monte

Na iminência da concessão da licença ambiental pelo Ibama da usina de Belo Monte, a Conservação Internacional lança a publicação eletrônica Política Ambiental: A usina de Belo Monte em pauta, na qual jornalistas brasileiros experientes, que atuam em diferentes regiões, entrevistam Philip Fearnside, pesquisador-titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O objetivo da publicação é elucidar os leitores, com base nas perguntas dos jornalistas que refletem os questionamentos de toda a sociedade brasileira, sobre o contexto, as implicações e as controvérsias em torno da construção da usina de Belo Monte, sob os aspectos econômicos, sociais e ambientais.

Para entrevistar Fearnside, a Conservação Internacional convidou os jornalistas André Trigueiro, da Globo News; Bettina Barros, do jornal Valor Econômico; Herton Escobar, do Estado de S. Paulo; Verena Glass, da ONG Repórter Brasil; Manuel Dutra, professor de jornalismo da Universidade Federal do Pará e da Universidade da Amazônia; Ana Ligia Scachetti, diretora de comunicação da Fundação SOS Mata Atlântica; e Hebert Regis de Oliveira, coordenador de comunicação do Instituto de Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável do Oeste da Bahia (Bioeste).

‘Mentira institucionalizada’ – A argumentação científica sólida de Fearnside, um dos cinco pesquisadores brasileiros da área ambiental mais citados internacionalmente e integrante do painel de especialistas que analisou o EIA-Rima de Belo Monte, deixa claro que o projeto analisado pelo Ibama é economicamente inviável.

“O projeto oficial – no qual haverá a construção de apenas uma barragem – mostrou-se totalmente inviável economicamente pela análise detalhada feita pela ONG Conservação Estratégica (CSF, da sigla em inglês). Ou seja, a afirmação de que não serão construídas outras barragens a montante de Belo Monte é uma mentira institucionalizada. A lógica leva à construção de barragens rio acima, começando com a Babaquara/Altamira, que ocuparia 6.140 km2, sendo grande parte em terra indígena”.

Assim como aponta Fearnside na entrevista, a Conservação Internacional (CI-Brasil) acredita que o EIA-Rima realizado pelo Ibama não reflete a realidade dos impactos biológicos e sociais que acontecerão com a construção da usina. A CI-Brasil acredita que o projeto apresentado à sociedade neste momento, além de omitir as barragens a montante que deverão ser necessárias para dar viabilidade econômica à obra, não prevê os impactos da redução dos níveis da água do rio Xingu e do rebaixamento do lençol freático, que podem causar extinção local de espécies, destruição da floresta aluvial e, principalmente, provocar a escassez de pesca, a principal fonte de alimentos para a população indígena da bacia do Xingu, ameaçando a sua sobrevivência.

“A obra terá impactos em um raio de 3 mil km de distância da usina, colocando em risco a segurança alimentar das populações indígenas, o que pode provocar a perda da grande diversidade cultural existente na bacia do Xingu, onde vivem 20 mil índios de 28 etnias que serão direta ou indiretamente afetados”, afirma Paulo Gustavo Prado, diretor de Política Ambiental da CI-Brasil.Outros problemas apontados pela Conservação Internacional e por Fearnside são a pouca credibilidade do processo de consultas públicas e de licenciamento da usina, já que todo o corpo técnico do Ibama se posicionou contra a licença. Além disso, a usina alagará cerca de 50% da área urbana de Altamira e mais de mil imóveis rurais de três municípios, num total de 100 mil hectares, sendo que de 20 a 40 mil pessoas serão desalojadas pela obra.

Em Política Ambiental – A usina de Belo Monte em pauta, Fearnside cita uma série de alternativas que poderiam garantir a segurança energética do Brasil para os próximos anos sem a necessidade da construção de Belo Monte. Dentre elas, ele aponta os investimentos em eficiência energética e em fontes limpas de energia, como a solar e a eólica, além de pequenas usinas hidrelétricas como forma de evitar grandes impactos em áreas que, sob os aspectos sociais e ambientais, são inapropriadas para empreendimentos deste porte. (Fonte: Conservação Internacional)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Sistema aponta espécies prioritárias para recuperação de áreas degradas na Amazônia

Um estudo realizado no Museu Paraense Emílio Goeldi, MPEG, pelo engenheiro florestal, Rafael Salomão, avaliou as melhores formas de regeneração de áreas degradas pela mineração na região amazônica.

O estudo resultou na criação de um programa de computador desenvolvido para quem atua no setor. A pesquisa auxilia na identificação de quais espécies são as mais indicadas para a regeneração.

A partir de 12 variáveis, o sistema aponta as espécies arbóreas cujo plantio é prioritário, além de prever a quantidade a ser plantada de cada espécie. Entre os pontos avaliados estão as características econômicas, ecológicas e sociais.

“Nesse modelo que desenvolvi, falo de 12 variáveis, a análise multivariada me ajuda a agrupá-las e a elaborar um ranking. Ninguém consegue plantar a quantidade de espécies que havia originalmente, então nós trabalhamos com espécies-chave, aquelas que dão as melhores condições para o desenvolvimento das demais espécies plantadas e que favoreça a sucessão secundária”, explicou o pesquisador.

O estudo “Seleção de espécies-chave da floresta ombrófila densa e indicação da densidade de plantio na restauração florestal de áreas degradadas na Amazônia” foi apresentado este mês no I Seminário Petrobras de Recuperação de Áreas Degradadas da Região Norte.

Fonte: Ambiente Brasil

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Museu Goeldi lança publicação com relação de frutas comestíveis amazônicas

O Museu Paraense Emílio Goeldi lançou este mês a sétima edição do livro Frutas Comestíveis da Amazônia. A publicação faz parte das comemorações de aniversário do Goeldi, que completou este mês, 142 anos.

Foram listadas 163 espécies, sendo que metade corresponde a frutas nativas da região amazônica. As frutas foram dispostas em ordem alfabética, com informações como nomes populares, família botânica, nome científico e sinônimos.

terça-feira, 8 de junho de 2010

NÃO as mudanças do Código Florestal Brasileiro

A proteção as florestas brasileiras está gravemente comprometida com as possíveis alterações no Código Florestal. O relatório do deputado Aldo Rebelo(PCdoB-SP) tem propostas como reduzir de 30 metros para 7,5 metros a área mínima de preservação ambiental às margens dos rios, isenta pequenos produtores rurais de cumprir os porcentuais de reserva legal e caso vire lei caberá aos Estados definir quais áreas desmatadas devem ser recuperadas, inclusive com espécies exóticas. Um verdadeiro retrocesso.

ONGs estão articuladas e estão promovendo uma campanha contra as mudanças no Código Florestal para saber mais entre no site SOS FLORESTAS - O CÓDIGO FLORESTAL EM PERIGO e assine a petição em defesa das florestas brasileiras. No site você também encontra mais informação a respeito desse tema.

terça-feira, 16 de junho de 2009

O faroeste da Amazônia

Que a Amazônia é linda, a maior selva tropical do mundo e um tesouro de biodiversidade e cultura isto todos sabemos. Não é preciso pensar muito para lembrar um sabor da Amazônia seja por sua culinária: pato no tucupi, tacacá, caldeirada de peixe ou das frutas cupuaçu, pupunha, tucumã, bacaba, açaí, entre outras. Os povos tradicionais ribeirinhos, caboclos, índios. Tomar banho de rio ou ver o pôr do sol, as plantas, os animais. Tudo aqui é diferente e magnifico.
Mas até quando tudo isso pode durar? está e a pergunta que todos devemos fazer tamanha a destruição que está parte do mundo vem sofrendo. A área com maior biodiversidade do mundo também e a com maior número de conflitos do planeta e o que revelou a reportagem do jornal El País " O far west da Amazônia" entre os maiores problemas está a invasão de reservas indígenas o que acaba ocasionado o enfrentamento entre índios e fazendeiros.
O Greenpeace culpa diretamente os fazendeiros de gado como os culpados da grande devastação que a Amazônia vem sofrendo. Outro dado alarmante é de que segundo a Comissao Pastoral da Terra nos últimos 30 anos foram mortos de forma violenta na Amazônia por pistoleiros mais de 800 campesinos, sindicalistas e religiosos só no estado do Pará. Todos por defenderem a floresta e os seus povos. Um dos assassinatos que causou maior repercussão e indignação foi o da missionária Dorothy Stang, morta em 2005, em Anapu, Estado do Pará.
Outro problemas e o cultivo da soja, da cana de açúcar e da expansão da agropecuária. Modelo econômico adotado errôneamente na Amazônia, isto segundo a revista cinetifica Science de forma que as cidades que desmatam para instalar estas culturas são as mais pobres e toda riqueza gerada fica nas mãos de poucos e logo se esgota.
Se o ritmo de destruição prosseguir a Amazônia já tem data para morrer 50 anos de acordo com a revista Science. Pensar em um desenvolvimento capaz de suprir as necessidades atuais e as futuras e barrar com os conflitos por terra, são iniciativas que terão que ser adotadas para pensar na proteção da biodiversidade e das 20 milhões de pessoas que vivem na floresta com cor de esmeralda chamada Amazônia.