sábado, 28 de agosto de 2010

Boto


Botos, no Rio Negro, Amazonas (Brasil).Via De Tudo, um Pouco

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Circuito Tela Verde - 2° Mostra de Produção Audiovisual Independente


O objetivo da mostra é divulgar e estimular atividades de educação ambiental por meio da linguagem audiovisual e também despertar a sociedade para participar dos processos de gestão ambiental. Entre os vídeos que serão apresentados estão: Até Quando, Mutúm até debaixo d'água, Comunidade Boca do Mamirauá: um pouco da nossa vida por nós mesmos, A árvore da vida, Histórias e "causos" da beira do rio e Quanto mais quente pior.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Novo mapa interativo traz perfil de grandes barragens planejadas para a bacia amazônica


Um banco de dados online e interativo lançado hoje ilustra o impacto de mais de 140 grandes barragens em vários estágios de planejamento na Bacia Amazônica. Este recurso exclusivo, disponível em www.dams-info.org, usa fontes oficiais de informação para documentar o número chocante de barragens planejadas no Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, e descreve a devastação que estes projetos trariam para o rio Amazonas e seus povos. Visite o mapa interativo Barragens na Amazônia lá você tem mais informações. Via EcoAgência.

Aprenda a fazer um saquinho de jornal para substituir o de plástico

Recebi este e-mail enviado por Tatiana Yumi para o grupo Origami Kawakami, mostra uma forma bem interessante de diminuir o uso de sacolas plásticas, que tantos problemas causam ao meio ambiente. Posto aqui a ideia. Veja como fazer.

Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.

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Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, mantendo a base para baixo.


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Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.

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Vire a dobradura "de barriga para baixo", escondendo a aba que você acabou de dobrar.

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Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:

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Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.

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Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.

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Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:

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Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!

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É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!

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Que tal?

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Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!

Entrevista online sobre fotografia da natureza

O fotógrafo Fábio Colombini será entrevistado nesta terça-feira (24 de agosto), às 17h, na Conexão Mata Atlântica. Há 23 anos, o fotógrafo registra a riqueza da biodiversidade brasileira, atuando nas áreas de educação ambiental, arte, ciência e meio ambiente. Colombini tem em seu currículo diversos prêmios de fotografia, como o da Organização dos Estados Americanos – OEA, o da National Geographic Channel (Concurso Momentos Incríveis) e o concurso de fotografia da SOS Mata Atlântica. Para participar, basta se cadastrar em www.conexaososma.org.br e acessar a comunidade no dia e hora do evento.

PNUD avalia cultivo alternativo no Mato Grosso

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento deve concluir este ano as primeiras avaliações sobre aplicação de sistemas agroflorestais na Amazônia. O sistema consiste em que especies nativas compartilhe o mesmo espaço com o cultivo agrícola e a criação de animais. O relatório do PNUD verificará quais as mudanças na renda e no emprego das pequenas propriedades. O monitoramento também coletará dados importantes sobre a biodiversidade e o controle do desmatamento. Resultados positivos já foram encontrados em municipios mato-grossenses como a implantação de indústrias para o benefiamento da castanha.

Amazônia perde 29 áreas protegidas entre 2008 e 2009

Por pressão de madeireiros, fazendeiros, mineradores ou do próprio governo, 29 áreas protegidas na Amazônia foram reduzidas ou extintas entre 2008 e 2009.

O total de florestas perdidas no processo foi de 49 mil km2, quase um Rio Grande do Norte. As reduções ocorreram sem consultas públicas ou estudos técnicos, como manda a lei.

Os dados são de um estudo inédito do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), a ser publicado amanhã na internet (www.imazon.org.br).

Os pesquisadores Elis Araújo e Paulo Barreto levantaram 37 iniciativas entre novembro de 2008 a novembro de 2009 para reduzir 48 unidades de conservação ou terras indígenas na Amazônia.

Até julho deste ano, 23 propostas haviam sido concluídas --93% delas resultaram em perda de área na unidade de conservação.

O Estado de Rondônia, o mais desmatado da Amazônia, é o campeão: reduziu duas unidades de conservação estaduais e extinguiu dez, além de ter negociado com o governo a redução da Floresta Nacional Bom Futuro, unidade federal.

"Como eles perderam um terço da cobertura florestal, o que sobrou são áreas protegidas", diz Araújo. "A indústria madeireira lá ainda é forte. As unidades de conservação sofrem muita pressão."

O instrumento usado pelo governo do Estado para acabar com as áreas protegidas foi próprio zoneamento ecológico-econômico do Estado, lei que disciplina a ocupação das terras. As unidades de conservação nas zonas de intensificação da produção foram consideradas extintas.

A Folha procurou a secretaria do Meio Ambiente de Rondônia por toda a sexta-feira, mas não foi atendida.

Outro caso foi o do Parque Estadual do Xingu, em Mato Grosso. Ele foi reduzido com o apoio da população de Vitória do Xingu para dar lugar a um empreendimento agropecuário, que não veio.

"E a cidade ainda perdeu o repasse do Arpa [programa federal que dá dinheiro a regiões com unidades de conservação]", diz Araújo. Fonte: Folha Online

domingo, 8 de agosto de 2010

Ponte pode ameaçar preservação da Amazônia, diz ‘Guardian’

O desenvolvimento econômico da Amazônia aliado à proteção ambiental da floresta é um dos grandes desafios do Brasil, segundo reportagem publicada nesta quinta-feira (5) pelo jornal britânico The Guardian.

Comentando a construção da ponte Manaus-Iranduba, que atravessa o rio Negro ligando a capital do Amazonas à selva e ao resto da região, o jornal afirma que novas “auto-estradas e oleodutos permitem acesso às vastas riquezas naturais do Brasil, mas ameaçam a maior floresta tropical do mundo”.

“A enorme estrutura simboliza o crescente desenvolvimento no coração da maior floresta tropical do mundo e vai trazer as tão necessárias oportunidades econômicas para aqueles que vivem na outra margem”, diz o Guardian.

Mas segundo o diário, ambientalistas temem que a ponte, em conjunto com novas auto-estradas e oleodutos, além do aumento da população local, cause ainda mais destruição na floresta.

O jornal mapeia os recentes avanços em termos de conexão na Amazônia, citando a BR-319, que vai ligar Manaus a Porto Velho, e os oleodutos planejados pela Petrobras entre Porto Velho e Manaus, passando por Urucu, Iranduba e Manacapuru.

Segundo a reportagem, apesar da aprovação dos moradores e políticos locais, “a questão para ambientalistas, cientistas e ativistas é se todas essas riquezas podem ser distribuídas mantendo as árvores centenárias da Amazônia de pé”.

“Sua perda contínua levaria a mudanças climáticas e privaria o mundo de seu mais diverso estoque de vida animal e de plantas.” Estradas Estima-se que, na última década, 75% do desmatamento da Amazônia tenha ocorrido a um raio de 45 quilômetros das estradas locais, que garantem o acesso das madeireiras, diz o jornal.

A destruição da floresta, no entanto, caiu dramaticamente desde seu ápice, em 2004, até 2009, quando estava 75% mais baixa.

“Mas é difícil determinar se a queda se deve ao aumento do monitoramento do governo – o que significa que o desmatamento está sob controle permanente – ou às flutuações no preço da soja e da carne, à valorização do real, ou ao aumento de produtividade nas áreas já desmatadas.” Para o Guardian, as mudanças propostas no código florestal a serem votadas ainda este ano, que poderiam aumentar enormemente a proporção de terras que os proprietários poderiam desmatar legalmente, ameaçariam a região.

“A tensão entre o desenvolvimento econômico e a proteção de um recurso global é um grande desafio para o Brasil, um enorme país com grande diferença entre ricos e pobres e extensa corrupção a níveis local e nacional”, afirma o jornal, para quem a maior esperança para a preservação da floresta amazônica é o esquema de créditos de carbono conhecido como REDD, atualmente em negociação na ONU. (Fonte: UOL Notícias)

Novo Código Florestal ameaça espécies, dizem cientistas

Se for implantado o novo Código Florestal, aprovado no mês passado por uma comissão da Câmara, os impactos negativos na fauna brasileira – como redução e até extinção de algumas espécies- poderão ser sentidos já nos próximos cinco anos.

A análise é de cientistas que lotaram na terça-feira (3) o auditório da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para discutir o projeto de lei proposto pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP). De acordo com eles, o código não contou com a comunidade científica para ser elaborado.

O novo código, que ainda precisa ser votado no Congresso, encolhe as APPs (áreas de proteção permanente), entre outras medidas. A redução de 30 m para 15 m das APPs nas margens dos riachos (com até 5 m de largura), que compõem 90% da malha hidrográfica nacional, é um dos pontos críticos.

Matas na beira dos rios são importantes para os bichos terrestres e os debaixo d’água, pois fornecem insetos e material orgânico aos peixes.

“Em São Paulo, 45 das 66 espécies de peixes de água doce ameaçadas de extinção estão justamente nos riachos”, relata a bióloga Lilian Casatti, da Unesp.

Os sem-floresta – Répteis e anfíbios, que vivem em regiões alagadas, também sofrerão impactos, com menos vegetação às margens dos pequenos rios. “Onde há menos proteção de APPs pelo novo código é onde há mais biodiversidade”, analisa o biólogo Luis Felipe Toledo, da Unicamp.

No caso dos répteis, o novo código afeta também um outro habitat natural: as montanhas. Isso porque áreas acima de 1.800 m deixam de ser consideradas APPs e recebem permissão legal para serem desmatadas.

Para Otávio Marques, biólogo do Instituto Butantan, a preservação dos répteis é importante inclusive do ponto de vista da saúde pública. “O veneno da jararaca, por exemplo, possui uma molécula que controla a hipertensão e deu origem a um dos principais medicamentos da doença”, destaca.

Corredores – O espaço menor para as florestas na beira dos rios pode afetar também certas populações ameaçadas e restritas de aves e mamíferos.

Ambos usam as margens preservadas como habitat ou como caminho para migrar de uma “ilha” de floresta preservada para outra. “Sem isso, os bichos escapam para o meio urbano ou para áreas de pastagens e acabam morrendo”, diz Mauro Galetti, biólogo da Unesp.

O encontro realizado na Fapesp deverá resultar em um documento para integrar as discussões da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) sobre o novo Código Florestal. (Fonte: Folha.com)